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10 de abr de 2010

Missões Sem Fronteiras


Como iniciar um departamento missionário em sua igreja

Por Wal Cordeiro
Diretor Intercessão&Eventos - JOCUM

Introdução

Eu me encontrava no meio de uma igreja muito grande e bonita. Parecia-me que éramos em torno de 15 mil pessoas em um auditório arredondado e confortável. Um culto maravilhoso. Daqueles em que você não tem vontade de sair e pede a Deus para nunca acabar.
O coral cantava uma música celestial; dava para vislumbrar a presença de anjos levando e trazendo os louvores aos céus. Interessante é que, no meio dos coristas notei a presença de uma pessoa distinta, a sua voz destacava-se pelo timbre e entonação. Meu Deus! Olha quem está cantando? É o grande tenor internacional Luciano Pavarotti. Jamais imaginei que ele se converteria e seria levita um dia. Realmente, o Pavarotti cantava ao vivo naquela igreja.
A igreja estava repleta de pessoas comprometidas com o evangelho. Dava para sentir em seus rostos o brilho de Cristo. Todos cantavam e salmodiavam a Deus, alguns subiam a plataforma para testemunhar.
Na beleza da liturgia, havia uma banda musical bem aparelhada, tocando fluentemente louvores ao Senhor. Que impressionante! O guitarrista é alguém conhecido no meio popular. Ele agora é uma cristão também? Que igreja visionária, está alcançando as grandes figuras populares para Cristo.
Olhei mais apuradamente e notei que o guitarrista era o Pepeu Gomes. Que jóia, ele não toca mais nos carnavais da Bahia. Ele toca para Jesus, somente para Jesus.
Vejo na plataforma um homem carismático, liderando o louvor da igreja. O seu jeito de segurar o microfone é conhecido. Será que, é quem eu estou pensando? Jesus amado, é ele mesmo! Roberto Carlos cantando para Deus aquele corinho antigo: ressuscitou, ressuscitou, ressuscitou, aleluia! Oh morte, onde está oh morte... Ele não canta mais exaltando Maria e sim adora a Jesus Cristo. Já pensou, ter em sua igreja um ministro de louvor do calibre de Roberto Carlos? Era o que eu estava vendo naquela igreja!
Eu olhava para a multidão e começava a reconhecer algumas pessoas notáveis. O guri que me pediu um trocado no semáforo da via expressa em Belo Horizonte. Ele fazia parte do côro infantil. A secretária do pediatra de meu filho, também estava lá adorando a Deus. O mecânico que fez a revisão do meu carro era o diácono que conseguia e organizava os lugares para os visitantes. O policial de trânsito, a professora do meu sobrinho, o vendedor de cachorro quente e outros mais. Eram pessoas comuns, porém felizes.
De repente, notei que um jovem careca e forte, de semblante alegre, subiu a plataforma para testemunhar de um grande milagre ocorrido em sua vida há alguns dias. Ele foi curado do joelho! O que há de espetacular nisso? Quando se trata do Ronaldinho, o melhor jogador de futebol do mundo, é um grande milagre. As suas palavras eram firmes e contundentes, parecia-me que ele dominava bem a retórica da palavra. Usava até jargões do evangeliquês, tais como: Tô na bênção, o inimigo está amarrado, tô andando no Espírito e outros. O mais interessante era que, ele repetia várias vezes que Jesus mudou o seu viver!
A cada testemunho relatado na plataforma, a platéia dava gritos de alegria e aplaudia a Jesus. Outros choravam e se abraçavam de emoção.
Olhei na terceira fileira dos bancos da igreja e vi um homem barbudo, usando uma roupa verde do exército. Era o Fidel Castro, ele observava atentamente o desenrolar do culto. Nas horas necessárias, ele curvava sua fronte e falava com Deus. Ao seu lado, estava o presidente dos Estados Unidos, na mesma empolgação de Fidel. Observei que o dirigente do culto pediu para que todos dessem as mãos e orassem uns pelos outros. Fidel rapidamente segurou na mão do seu companheiro, deu-lhe um forte abraço e disse:
- Eu te amo no amor de Jesus.
- Eu também - Respondeu o presidente.
Não posso acreditar no que estou vendo. Não pode ser verdade. Jamais imaginaria que chegaríamos a ver uma cena como essa, ex-inimigos se abraçando e orando uns pelos outros. Mas vi, com os meus próprios olhos. Se alguém me contasse eu não acreditaria. Mas, eu mesmo vi tudo, claramente naquela igreja grande e bonita.
Só há uma observação que deixei fazer no início dessa história. Talvez não tenha muita importância, mas devo fazer. Tudo isso aconteceu na minha igreja imaginária. Era apenas um sonho. Aquela igreja que eu creio que Deus pode estabelecer na terra. Sem preconceito, sem racismo, sem maldade e, acima de tudo, sem fronteiras. Por isso trabalhamos para Deus, com o objetivo de alcançar todos os povos da terra, sem exceção.
Já pensou se tudo isso fosse realidade? Você já imaginou um dia ver as pessoas mais distantes e duras serem alcançadas pelo evangelho? Espero que sim, pois essa é a vontade de Deus, que todos sejam alcançados. Por isso a revelação de Apocalipse 5: 9 é ampla e clara quando diz:

“E cantavam um cântico novo, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação.”

Missões Sem Fronteiras, chega até você com esta proposta: Despertar o seu coração para a grande necessidade do mundo: o Evangelho. Também, fornecer-lhe uma ferramenta simples e prática sobre a necessidade de implantar um departamento missionário em sua igreja. Ou, se já existe um envolvimento seu em missões, ajudar-lhe a desenvolver esse compromisso através das idéias contidas neste livro.
Espero que, ao término da leitura, você não engavete o livro, mas coloque-o em um lugar de fácil acesso para utilizá-lo como um material de pesquisa sobre os termos usados em missões e as estatísticas contidas no final do mesmo.
Que o Senhor o abençoe nesta leitura e as histórias contidas aqui possam te incentivar a fazer ou a continuar fazendo missões.



Capítulo 1

O que é missões?

Um casal de missionários recém chegado para trabalhar na Índia estavam à beira do rio Ganges - rio que corta quase todo país indiano. O casal orava e observava atentamente as pessoas que ali faziam suas preces, que se banhavam nas águas sujas do rio, depositavam os cadáveres de seus entes queridos seguindo as leis do Hinduísmo e a multidão de turistas que ali estava para fotografar e receber uma bênção especial do rio mais sagrado, misterioso e adorado da Ásia.
De repente, uma cena estranha e bizarra lhes roubou a atenção. Uma mulher que descia em direção ao rio, com passos firmes e rápidos, segurava em seus braços uma criança imóvel e indefesa. Aquela mulher ao aproximar-se da margem do rio, desenrolou a criança que estava se mexendo lentamente e a lançou com toda força nas correntezas do Ganges. Tudo foi muito rápido, estranho e inesperado.
As águas barrentas do rio engoliram ferozmente a pobre criança indefesa, que não teve nem tempo de dar o último suspiro. Como será a reação de alguém que está se afogando em águas fundas e escuras de um rio? E como se sente uma criança de colo que se afoga sem ter o direito de chorar?
Após essa ação trágica e triste, a jovem mulher prostrou-se diante das águas e começou a fazer alguns rituais e súplicas. Coisas estranhas aos olhos de um cristão, que não está acostumado a ver tais práticas.
O casal de missionários, perplexo, resolveu se aproximar da jovem mulher para abordá-la, fazer-lhe algumas perguntas e, quem sabe, ajudá-la a mudar de vida:
- Quem era aquela criança? - Perguntou o casal.
- Era meu filho - Respondeu firmemente a jovem mulher.
- Você o amava?
- Claro que sim, eu o amava muito. Era meu único filho.
- Então, por que você o jogou no rio para que ele morresse?
- Porque o deus que eu sirvo me pediu como sacrifício vivo. Apenas o obedeci!
Naquele instante, diante de tal resposta, o casal movido de muita compaixão e amor por aquela mulher que estava cega pela religião hindu, começou a falar-lhe sobre o amor de Deus por nós e o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz, para que não precisássemos mais fazer esse tipo oferenda viva. Eles gastaram algumas horas conversando e orando por aquela jovem senhora. Ela entendeu o plano de salvação e com o coração quebrantado e arrependido, entregou a sua vida para Jesus. Decidiu abandonar aquela religião maldita.
Depois que entendeu o erro que havia cometido ao lançar o único filho ao rio, a mulher com os olhos cheios de lágrimas e soluços, fitou o casal de missionários e exclamou em alta voz:

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